Perdas auditivas congênitas e adquiridas na infância

Enquanto em países desenvolvidos 60% das perdas auditivas na infância são de origem genética, no Brasil ainda lutamos contra as doenças infeciosas e condições não muito adequadas ao nascimento. Doenças conhecidas com a sigla TORCHS (Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovírus, Herpes Simples e SIDA/AIDS) fazem parte da investigação de um bom pré-natal e o tratamento ou prevenção adequadas podem evitar que seu filho tenha surdez ao nascimento.

No período perinatal, que vai do nascimento até o oitavo dia de vida os fatores de risco para surdez adquirida na infância são  a hipóxia neonatal, que seria a criança ficar roxa ao nascer,  prematuridade, hipermaturidade, hiperbilirrubinemia, conhecida como icterícia,  traumas de parto, uso de medicamentos ototóxicos, ou seja tóxicos para os ouvidos e exposição ao ruído em incubadoras nas unidades de tratamento intensivo.

Ainda temos os riscos pós-natais,  ou seja, do oitavo dia após o parto em diante, as causas mais freqüentes são as otites médias e suas complicações, o sarampo, a caxumba, meningite bacteriana, encefalite, drogas ototóxicas, traumas cranioencefálicos, traumas acústicos, diabetes mellitus, doenças auto-imunes, otoesclerose e tumores do nervo auditivo. Neste período, assumem fundamental importância o uso de drogas ototóxicos e a meningite bacteriana, cujos valores de incidência variam de 6% a 18, 8%.
Nos próximos posts vamos detalhar esses riscos e mostrar como podemos prevenir ou tratar as crianças acometidas com essas doenças.

Comentários

comentários

Deixe uma resposta